 |

Construção da Casa de Artesanato. |
Vinte
quatro anos de solidariedade entre Brasil e França
No ano em que completou vinte anos, o programa Chantier teve o Quilombo da Independência, na localidade de Campinho, em Paraty, como anfitrião e canteiro de obras. Entre os meses de agosto e setembro, 11 franceses viveram entre os quilombolas e trouxeram para a comunidade um exemplo da solidariedade francesa.
O grupo foi coordenado por Arnaud Lafay, da ONG francesa Amar - Acteur dans le Monde Agricole et Rural –, parceira do IDACO na França. Entre as atribuições de Lafay estava a adaptação dos franceses no Brasil, tarefa nada difícil levando em consideração a vontade genuína dos jovens de participarem ativamente da vida da comunidade, uma característica comum entre esse e os demais grupos que estiveram no Brasil nas outras edições do Chantier.
Durante o programa, os franceses trabalharam ao lado dos quilombolas em mutirões. O objetivo era colaborar diretamente com a melhoria de vida da comunidade, deixando a marca do trabalho coletivo e da solidariedade refletida nas obras com efeitos benéficos ao meio-ambiente e à vida dos pequenos agricultores rurais.
O foco principal dessa edição do Chantier girou em torno da Casa do Artesanato, construída em 2001. A reforma do local contou com o trabalho de dois técnicos, 8 pessoas da comunidade e o grupo de franceses que, juntos, transformaram a pequena casa de taipa em um grande espaço para a exposição do trabalho artesanal produzido no Quilombo. Responsável por parte da renda das famílias quilombolas, o artesanato é uma das saídas para a geração de renda dentro da própria comunidade, levando em conta a tradição e a cultura local.
Com a Casa de Artesanato buscam a auto-sustentabilidade do quilombo: uma saída para que os quilombolas possam viver em seu próprio território e de sua própria cultura. |
|
 |
 |

Serra do Mar e Mata Atlântica em Paraty. |
União de esforços para conservar o que resta da Mata Atlântica
Projeto beneficia população estimada em cerca de 1.500 pessoas.
A ampla participação de todos os segmentos sociais envolvidos é o grande diferencial do projeto Desenvolvimento Participativo e Sustentável das
Comunidades Tradicionais do Litoral Sul Fluminense, que desenvolve ações para a conservação do que resta da Mata Atlântica, uma das maiores florestas tropicais do planeta, contribuindo para reduzir significativamente o processo de empobrecimento da sua biodiversidade.
O trabalho vem se desenvolvendo desde 1996 por meio do Ministério do Meio Ambiente - MMA e do Governo Alemão (GTZ), em sua primeira fase, e de 2004, em sua segunda fase, já no âmbito Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, com o Subprograma Projetos Demonstrativos – PDA Mata Atlântica.
Comunidades locais, entidades de base e ONGs participam tanto da elaboração e da execução, quanto das várias instâncias de planejamento e decisão interna. A Rede Mata Atlântica-RMA, que representa cerca de 130 ONGs, possui assento na Comissão Executiva do PDA, instância máxima de deliberação. Integram o Comitê Gestor representantes das instituições parceiras, da população local, de órgãos públicos, agricultores e representantes da agrofloresta.
Parceiros qualificados foram selecionados a partir de históricos de construção e apoio a iniciativas inovadoras e ações socioambientais de preservação. Constroem este projeto de forma participativa, a Associação de Moradores de Campinho, a Confederação das Associações de Moradores de Paraty, a Universidade Federal de São Carlos, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Paraty, o Ibama e a Rede de Sementes RJ/SP.
|
|
 |
 |

Integração pelo trabalho solidário. |
Integração: Chantier e PDA de mãos dadas
Integrando dois programas, o Chantier, com o intercâmbio França/Brasil e Brasil/França e o PDA Mata Atlântica, de preservação da floresta, ambos coordenados pelo Idaco, jovens franceses, durante o mês que estiveram no país,tiveram a oportunidade, entre outras atividades, de trabalhar a terra e cuidar de um viveiro de mudas. Coletaram sementes e plantaram mudas frutíferas e madeira de lei nativas da região, como o ingá, jambo, jaca e cacau.
Este trabalho marcou o início da diversificação do viveiro que já possuía 35 mil mudas de pupunha. A árvore foi escolhida como o carro chefe do viveiro por estar pronta para corte e colheita em apenas três anos após ter sido plantada. A diversificação, no entanto, é importante para devolver à mata sua vegetação nativa, restaurando todo o ecossistema. As 35 mil mudas serão em breve distribuídas e ajudarão na restauração do meio-ambiente, no sustento e na geração de renda dos pequenos agricultores.
Gestão compartilhada
Reconhecido internacionalmente por sua extensa bagagem e pelo pioneirismo em projetos que têm como eixo a questão ambiental e o desenvolvimento sustentável, preferencialmente em parceria com instituições públicas, o Idaco foi selecionado para coordenar, na cidade de Paraty, o projeto Desenvolvimento Participativo e Sustentável das Comunidades Tradicionais do Litoral Sul Fluminense.
Profundo conhecedor da região, onde desenvolve, desde a década de 80, programas de capacitação e utilização dos recursos naturais de forma ecologicamente sustentável e socialmente justa, com destaque para a agrossilvicultura, o projeto sob a coordenação do Idaco tem como principais metas: ampliar o número e a área das unidades de conservação: investir na melhoria da sua gestão; reduzir o desmatamento ilegal; promover o desenvolvimento sustentável e recuperar áreas degradadas.
Este processo se dá a partir do fortalecimento das organizações comunitárias; estímulo às políticas agroecológicas; promoção ou estímulo ao aproveitamento sustentável de produtos não madeireiros; visitas de intercâmbios; recuperação de áreas degradadas; recomposição de matas ciliares e transferência de conhecimento e disseminação das experiências.
|
|
|
 |